Nós fazemos rock e deixamos que ele role por si só (pure and easy - diria Pete Townsend).
No Google há um depoimento do Junior (baterista monstro do Patrulha do Espaço), citando o Hermínio (baterista-fundador) do Loupha como sua maior influência. Era pela atitude! Quando criança, seus olhos brilhavam quando tocávamos. É só o que queremos dos nossos amigos ... Do palco, enxergamos cada olhar, cada gesto e cada murmúrio. Acredite, estamos atentos!
Refizemos o Loupha para recriar uma magia (tinha de ter a mesma cara).
Não foi para "lembrar dos velhos tempos" (dane-se) mas para refazer a farra
e garantir que o nosso negócio continua sendo Rock
... o mais puro.
Vermelho e Mattoso ... clericais, radicais. É difícil mudar a cabeça dos dois. Mas ... é a única razão pela qual o Loupha continua sendo o conjunto que não agrada a todos. Fosse pelo bom-gosto do Levy ou a musicalidade do Edgard ...
Então, no final de 2003, findo o primeiro bom ano, fizemos uma enquete interna:
- Alguém quer mudar alguma coisa? Por exemplo, fixar só nas melhores ...?
Resposta Final Geral: Não. Gostoso no Loupha é o inesperado, é tocar de tudo, mas um "tudo" meio esdrúxulo, difícil, arriscado e ... sempre pra frente ... e Rock.
Infelizmente até, abandonamos as lentas que tanto gostamos, chutamos fora muitas "melodiosas" (lindas afinal). É coisa do Loupha. Pra que existir sem sacrifício?
Não se assuste quando fazemos um "roquinho qualquer". Não é fácil. É difícil. ... mas isso não é o importante. Importante é manter uma atitude, séria mas despojada, humilde mas grandiosa (singela e pungente - brincaria o Edgard), e ... antes de tudo, exclusiva. Exclusiva do Loupha. Não há sucesso ou dinheiro que pague!
Assim, não pense que o Mattoso adora cantar Bernadine, ou o Vermelho reluta em cantar "EVA" ou que o Levy prefere a bateria eletrônica ... Quem o faz é o Loupha, um conjunto que anda por si só.
Isso é bom? É ótimo saber que "além do horizonte existe um lugar", louphiano, onde músicos e pessoas são capazes de recriar.